quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Gartner aconselha empresas a não atrasar migração para o Windows 7

Restam apenas mais quatro anos até que a Microsoft deixe de suportar o Windows XP. A necessidade de migrar do XP para o Windows 7 irá, por isso, “provocar uma sobrecarga orçamental e de recursos nas empresas, sobretudo entre 2011 e 2012″, de acordo com um relatório recente da Gartner.
A consultora prevê que as grandes e médias empresas de todo o mundo procedam à migração de cerca de 250 milhões de computadores para o Windows 7 durante os próximos anos e que a procura por profissionais de TI qualificados para tratarem dessas migrações irá exceder a oferta durante esse intervalo de tempo, conduzindo a custos de mão-de-obra adicionais.
O analista da Gartner, Steve Kleynhans, diz que os departamentos de TI deveriam procurar esses profissionais mais cedo. “Iniciem negociações com fornecedores no sentido de estabelecerem contratos que proporcionem níveis flexíveis de recursos a taxas fixas”, aconselha.
O relatório diz que as empresas têm três opções de migração: acelerar a substituição de computadores desktop por máquinas Windows 7, actualizar o sistema operativo nos equipamentos existentes ou transferir alguns empregados para desktops virtuais. “A maioria das empresas terá que encontrar fundos extra ou redireccionar orçamentos de outros projectos para concluir a migração para o Windows 7 a tempo”, conclui o relatório da Gartner.
 

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Os Hábitos mortais de um DBA... e como eliminá-los.

No entanto, quando se você considerar a natureza crítica da maioria dos dados, e quão prejudicial perda dos dados pode ser "mortal" para uma corporação.
Embora estes hábitos são tristemente comuns entre DBAs, tem resolução com a intervenção de uma gestão perspicaz. O que se segue é uma lista dos sete hábitos que consideramos os mais mortais, juntamente com algumas idéias sobre como eliminá-los.

Hábito n º 1. "We have faith in our backup."
A fé cega pode ser agradável, mas não quando se trata do backup de um banco de dados. Os backups devem ser confiáveis apenas na medida em que foram testados e verificados.
 
Solução: 
  • Verificar se os backups estão sucedendo regularmente, de preferência usando um script para avisar, em caso de existir algum problema.
  • Manter um backup do seu backup. DBAs devem sempre  usar pelo menos dois métodos de backup. Uma técnica comum é usar as exportações de moda antiga como um backup para os backups online.
  • Teste tantas vezes quanto for possível a recuperação de dados. Teste recuperações de forma a confirmar que a estratégia de backup que está em curso, permitindo a prática de actividades de recuperação que possam manuseá-los efetivamente quando chegar a hora.
Hábito n º 2. "It will work the way we expect it to. Let's go ahead."
Apesar de que o instinto estar muitas vezes certo, um dos mais perigosos hábitos para qualquer DBA pode ter é possuir uma suposição de que "isto simplesmente vai funcionar".
 
Solução:
  • Os DBAs precisam ensaiar actividades de forma segura e ambiente de teste que foi projetado para imitar de perto o comportamento do sistema de produção. A organização deve disponibilizar tempo e dinheiro.
  • Novos DBAs tendem a ser destemido, mas aprendem com alguém experiênte que pode ajudar a incutir alguma muita responsabilidade.
  • Rever os planos para tudo. É incrível como muitas vezes os DBAs dizem: "Eu tenho feito isso cem vezes, eu não preciso de um plano." Se eles estão indo para o modo de execução, que exige a necessidade absoluta de um plano.
Hábito n º 3. "We don't need to monitor the system. The users always let us know when something's wrong."
Se depender dos usuários para informar a equipe de DBA que há um problema, pode ser tarde demais.
 
Solução:
  • Instalar sistemas de monitoramento de desempenho e disponibilidade para que os problemas sejam identificados e resolvidos antes que eles causem falhas que afectam o serviço.
  • Evite problemas de software, trabalhando com desenvolvedores para garantir que todos os software em produção estão estável e de alta performance.
Hábito n º 4. "We'll remember how this happened, and what we did to get things going again."
A fim de evitar erros recorrentes e tirar proveito da experiência adquirida, a documentação é essencial.
 
Solução:
  • Exigir que os seus DBAs devem manter uma biblioteca com a documentação completa e diário de actividades, incluindo um nível significativo de lógica, a sintaxe, e detalhar o fluxo de trabalho.
  • Impor a disciplina de documentação e verificar periodicamente. Pergunte aos seus DBAs: Quando foi criado esse espaço de tabela, por quem e com que comandos SQL? Quais as tarefas foram realizadas num determinado dia? Se eles não podem responder rapidamente, saberá que eles voltaram a confiar na memória.
Hábito n º 5. "Don't look at me, it's the developer's fault that SQL is in production"
Alguns DBAs têm um real "nós contra eles" mentalidade no que se refere aos colaboradores em sua organização. Eles não vêem a si mesmos como facilitadores ajudando os desenvolvedores a desenvolver código de qualidade do ponto de vista do banco de dados. Isto pode parecer semântica, mas uma relação conflituosa entre os desenvolvedores e DBAs resultam na falta de iniciativa do desenvolvedor e lentidão significativa em ciclos de liberação.
 
Solução:
  • Selecione DBAs que compreendem qual é sua a responsabilidade de trabalhar como uma equipe integrada com os colaboradores que suportam.
  • Cultive a atitude de uma equipa, participação contínua em todos os projetos em vez de marcos de revisão.
  • Considere atribuir a cada DBA um papel de suporte do desenvolvedor. Se é claramente a descrição do trabalho, há mais motivação para fazê-lo bem.
Hábito # 6. "I know what I'm doing and don't need any help."
Administração de dados é cada vez mais complexa e até mesmo os mais experientes DBAs não podem saber os ultimos detalhes. DBAs têm diferentes especialidades, que devem ser utilizadas. 

Curas:
  • Promover uma cultura de trabalho em equipe onde ele é aceitável para os DBAs que admitir que não sei a resposta e pedir ajuda.
  • Incentive os seus DBAs a procurar um grupo no exterior, como um fórum de idéias e testar suas hipóteses. Nenhuma pessoa pode combinar os conhecimentos e a experiência do mesmo, um grupo relativamente pequeno.
  • Proporcionar uma rede de segurança dos recursos de tecnologia, tais como materiais de referência, cursos, e os peritos ou consultores externos de plantão.
Hábito n º 7. "Things would work so much better if only we had..."
DBAs estão frequentemente no topo das mais tecnologias mais recentes, que pode ajudá-los a fazer um trabalho superlativo. Mas quando a vontade de novas tecnologias provoca DBAs para recomendar a compra de hardware desnecessários ou software add-ons, os custos tendem a disparar mais rapidamente, assim como os problemas.
 
Solução:
  • Nunca actualizar sua infra-estrutura de hardware, sem primeiro esgotar todas as possibilidades de ajuste. Lembre-se, há dez anos as empresas enormes foram executados em servidores de um décimo da capacidade de todos os agradecimentos a necessidade e habilidade.
  • Nunca autorizar o uso ou novas funcionalidades avançadas até que você esteja bem ciente do compromisso de manutenção e custos decorrentes.
Se é preciso um programa de doze etapas, ou um pequeno ajuste, todas estas DBA hábitos mortais podem ser chutado. Naturalmente, o primeiro passo é reconhecer o problema. Ao começar com essa lista e fazer um inventário cuidadoso de sucessos e fracassos na equipe do banco de dados de sua administração, você estará bem em sua maneira a encontrar uma cura.

Fonte: Paul Vallée é o Presidente Executivo e fundador da Pythian, um banco de dados aplicação líder mundial empresa de serviços e infra-estrutura Oracle, MySQL e SQL Server. Obter mais informações, visite www.pythian.com

O que você sabe sobre o “cloud storage”

Apesar de alguma confusão sobre o que realmente significa o conceito de armazenamento na cloud e de que forma pode ser usado pelas empresas, poucos avanços na área do armazenamento têm sido alvo de tanta atenção como este “cloud storage”. Compreensivelmente, os profissionais de TI estão curiosos quanto à possibilidade de reduzirem a sua dependência face aos recursos internos, eliminarem a despesa de capital e melhorarem a estrutura de custos de determinadas partes do seu ambiente de armazenamento se aderirem ao armazenamento na nuvem. Paralelamente, todos os fabricantes que têm soluções nesta área estão a puxar da cartada da "cloud computing" para aproveitar a onda de aceitação à volta da tecnologia. Para ajudar a separar o que é aparência do que é realidade, a Forrester define desta forma o armazenamento "cloud": a capacidade de armazenamento que é desagregada do ambiente de computação primário, sendo a localização, propriedade e operacionalidade dos recursos de armazenamento geridas por um ou mais prestadores de serviços externos.
Embora possa ser tentador pensar (e promover) que a "cloud computing" irá eliminar de uma vez o armazenamento em centros de dados tal como o conhecemos hoje, a realidade não é bem assim. Não há passes mágicos na nuvem e o conceito de uma arquitectura consistente geograficamente separada do centro de dados principal não se adapta a todos os casos. Por isso, clientes e fornecedores devem analisar cuidadosamente o seu caso específico e se o volume de dados em causa pode ser adequadamente provisionado através de uma arquitectura "cloud".
A maioria das opções que existem hoje no campo do armazenamento na nuvem centram a sua mensagem no baixo preço das soluções mas descuram a segurança, escalabilidade e confiança de que as empresas tanto necessitam. Um estudo recente da Forrester concluiu que, actualmente, apenas três situações específicas de utilização de armazenamento "cloud" estão prontas a avançar:
  • Aplicações tudo-na-nuvem com o seu próprio armazenamento - Este tipo de modelo permite que os recursos de servidor e armazenamento continuem implementados mas, simplesmente, já não se encontram dentro das quatro paredes da empresa. Com esta mudança, a integridade dos dados, a sua resistência a ataques exteriores e o backup da aplicação passam a ser da responsabilidade do fornecedor de software-as-a-service (SaaS), que à partida tem mais recursos e mais experiência que os seus clientes. 
  • Backup na nuvem - As opções disponíveis no mercado diferem do tradicional serviço de cópia de segurança em outsourcing, na medida em que normalmente consistem num sistema de rede globalmente disperso e utilizado por múltiplos clientes que aloja todos os seus dados numa infra-estrutura segura e de baixo custo. 
  •  Armazenamento de ficheiros na nuvem - Muitas empresas com escritórios espalhados por múltiplas áreas geográficas já recorrem às WAN para obter serviços centralizados de ficheiros, pelo que a migração deste conteúdo para uma solução de "cloud computing" não é algo radical. É especialmente uma boa opção para os dados menos críticos e de pouca frequência no acesso, tais como arquivos e informações de projectos antigos.
Depois de analisados estes casos específicos, para perceber quais são, na realidade, as necessidades da empresa, há que seleccionar os fornecedores certos, ou seja, os que contem com as instalações, infra-estrutura e aplicações de gestão de armazenamento mais adequadas. Se for bem feito, o armazenamento na nuvem tem o enorme potencial de libertar os profissionais de TI das tarefas complexas e morosas de gestão do armazenamento da empresa. Há apenas que se certificar de que se estão a fazer migrar os volumes de dados mais adequados e fazê-lo com um certo cuidado, avaliando os riscos e os benefícios de o fazer.
Todos os fornecedores de infra-estrutura estão a esforçar-se ao máximo para seduzir clientes, mas os mais inovadores serão aqueles que compreendam bem o seu negócio e ofereçam uma solução viável que resolva os seus problemas específicos. Não actue apenas para validar um novo modelo de negócio – tome as decisões que melhor respondem aos desafios de gerir os dados da sua empresa. Para obter todos os benefícios do armazenamento cloud sem pôr em perigo a eficácia operacional e aumentar o nível de risco, deve:
  • Ser específico quanto ao tipo de dados a armazenar e utilização dos mesmos - Existem limitações quanto aos tipos de dados que funcionam melhor num ambiente "cloud". Pode ter a certeza de que as coisas não irão correr bem se os dados a armazenar não se enquadrarem num dos três cenários acima descritos. Talvez num futuro próximo, sejam feitos melhoramentos ao nível da computação, do acesso remoto à cache ou da optimização WAN para permitir que as aplicações de bases de dados recorram ao armazenamento em localizações remotas, mas isto não deverá verificar-se tão cedo. 
  •  Ter em conta o perfil de risco dos dados a armazenar fora da empresa - As soluções de armazenamento na nuvem são ainda recentes no mercado, pelo que faz sentido começar por migrar os dados menos críticos. As empresas com vários tipos de dados devem criar uma classificação de risco e uma política que defina quais os dados susceptíveis de serem guardados na nuvem. As soluções disponíveis diferem em termos de credibilidade ao nível da segurança, pelo que se aconselha prudência. Exija um elevado nível de transparência dos seus fornecedores no que toca às suas capacidades e fragilidades, pois só assim será possível construir uma relação de confiança benéfica para ambas as partes. 
  • Analisar com atenção os contratos - Certifique-se que o fornecedor detalha os SLAs (acordos de nível de serviço) no contrato, descrevendo exactamente o que vai ser fornecido, os níveis de desempenho e disponibilidade garantidos, as medidas em vigor para proteger o acesso aos dados e as penalizações por violação desses SLAs. Uma boa capacidade de armazenamento e boas capacidades de provisionamento dos dados não são suficientes. Pressione para que sejam clarificadas as obrigações contratuais que regem estes acordos e estabeleça expectativas adequadas.
Fonte: Computerworld