terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Oito erros no comportamento do usuário

Quando pensamos em segurança da informação e sobre a necessidade de aplicá-la, a razão está principalmente nos problemas enfrentados com hackers, invasões em sistemas considerados protegidos, vírus, spam, phishing, entre outras inúmeras deficiências que afetam nosso dia a dia. São preocupações válidas, é verdade, porém ineficazes se não pensarmos no elo mais fraco da corrente: o peopleware.

As pessoas representam um dos maiores problemas (ou solução) para a boa manutenção e segurança da informação.
Por outro lado, de maneira geral, as brechas ocorrem porque as empresas podem falhar na hora de tomar todas as precauções para garantir a integridade dos sistemas. Conheça agora os cinco erros mais comuns na segurança da informação, por parte das corporações.
  • Falha na conscientização dos colaboradores em tornar a segurança parte da cultura da empresa;
  • Falta de foco na identificação dos riscos relacionados ao negócio;
  • Falha na gestão: 95% dos problemas de segurança podem ser resolvidos com a gestão, 65% dos ataques exploram ambientes mal configurados, 30% dos ataques exploram vulnerabilidades conhecidas e podem ser resolvidas aplicando patchs, hotfixs e service packages. (fonte: SearchSecurity.TechTarget.com);
  • Fuga das informações: As informações não são classificadas, os pontos de fuga não são conhecidos, as empresas não sabem como controlar o trânsito das informações.
  • Erro na análise de eventos e logs: Ambiente heterogêneo, grande volume de logs, falta de capacitação.
Por parte dos usuários, os oito erros mais cometidos e que prejudicam a segurança:
  • Enviar dados e informações da empresa para email pessoal;
  • Salvar informações em mídias removíveis sem criptografia de dados;
  • Enviar informações por meios não seguros;
  • Salvar informações sensíveis e confidenciais em áreas públicas;
  • Emprestar credenciais (senhas) de acesso (física ou lógica);
  • Acessar sites proibidos;
  • Enviar correntes e email em massa;
  • Salvar arquivos pessoais na rede (MP3, vídeos etc).

Seu Plano Diretor de Informática para 2010

Em época de planeamentos e elaboração de orçamentos para o próximo ano, as empresas costumam estruturar seus planos departamentais para o próximo exercício, sempre direcionadas para o seu Planeamento Estratégico.

São criadas metas de venda, de produção, planos para conquistar novos mercados e clientes, entre muitos outros. Porém, um item importante para que estes planos departamentais sejam suportados e atinjam suas respectivas metas e objetivos, é a estruturação de um bom Plano Diretor de Informática (PDI).

Sem ele, é praticamente impossível atingir as metas propostas, pois o PDI é essencial para o gestão das informações que darão ao empresário uma visão completa do ambiente de Tecnologia de Informação (TI) perante a estratégia da organização.

São poucas as empresas que se preocupam com a integração da TI às demais áreas da empresa. A grande maioria delas toma decisões isoladas na área de TI, deixando que ela caminhe em paralelo, e não integrada em seus objetivos.

Desta forma, elas passam a atuar apenas como um reagente e não agente de mudança e inovação dentro da organização. O planeamento de integração do ambiente de TI quase nunca é pensado, apesar de ser estratégico para o crescimento estruturado dos negócios.

Norteado pelo plano estratégico da empresa, o PDI define os planos e ações de TI para suportarem a estratégia da empresa na conquista de seus objetivos. Normalmente possui um horizonte de cinco anos, com revisões anuais, o que evita que a empresa tenha de ficar se preocupando sempre com a TI. E é exatamente isso o que ocorre em grande parte das empresas.

O lado negativo é que, sem o planeamento de TI, o investimento, que pode ser diluído ao longo de alguns anos, tem de ser feito de imediato, o que eleva os custos e acaba sendo preterido.

O empresário que pensa e atua com objetivos e metas, sabe que o investimento em um bom PDI é tão importante quanto um bom plano de vendas ou de logística, por exemplo.

Pois de nada adianta a equipe de vendas se esforçar para vender mais e a empresa não ter infraestrutura para emitir as notas fiscais na velocidade desejada. Então, agora é a hora de se planejar para atingir as metas propostas para o próximo ano.

O gerente de projetos

Nos sites sites de empregos, principalmente focados em TI, há uma crescente procura por gerentes de projeto. Especialmente os que têm experiência em processos e metodologias.

Mas a sua empresa está preparada para receber alguém assim?

Imagine trabalhar com alguém que espera um fluxo claro de trabalho e uma troca de informações por meio de um sistema específico, controle de horas, servidores de arquivos, etc…

Isso tudo não é papel do gerente de projeto providenciar, e sim, da sua empresa.

O que está surgindo no mercado é uma confusão entre as áreas de Projetos e Operações. A primeira só terá sucesso quando a segunda conseguir estabelecer uma linha consistente de trabalho.

Por exemplo:
  • Sua empresa possui um servidor para armazenamento de arquivos? Ele possui um sistema para controlar as versões destes arquivos?
  • E como é o processo de troca de informações entre as áreas? Existe uma intranet para documentar as solicitações e atividades?
  • Os seus projetos e vendas estão ligados ao Financeiro para ter um controle preciso dos gastos e lucros?
  • Você trabalha com templates de documentos ou cada um cria o seu próprio?
  • Existe algum controle ou sistema de alocações de recursos?

Se sua resposta foi “não” para as questões acima, é melhor repensar no rumo das coisas.

O gerente de projeto pode auxiliar com algumas questões, principalmente sobre processos. Mas a operação deve ser vista por uma área própria para isso, interligada com outras, como Infraestrutura e TI.

O que você deve se perguntar principalmente é: “Sua empresa está preparada para arcar com os custos dessa mudança?”.

Não veja isso como algo negativo, mas sim como uma ponte para um futuro organizado e controlado, que forneça as informações necessárias para planejar novas ações, e com isso, aumentar mais seus lucros.

O objetivo desse artigo é mostar que mesmo tendo certificados e uma vasta experiência, o gerente de projetos não pode ser considerado um salvador da empresa, ou que ele revolucionará o modo atual de como as coisas fucionam. Sua função é fazer com que as coisas caminham seguindo uma metodologia, utilizando as ferramentas e plataformas fornecidas pela empresa.