quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Smartphones vão suplantar PCs no acesso à informação

Em 2014, os smartphones vão suplantar os PCs como plataforma de acesso à informação. Trata-se de um dos mais importantes desafios para o sector editorial online.
O presidente da Online PublishersAssociation (OPA), Tomasz Jozefacki, apontou como um dos principais desafios para as publicações electrónicas suportar a adopção dos smartphones como plataforma de acesso preferida de acesso à informação em detrimento do PC. Tal como é um desafio também será uma oportunidade defende o responsável: “A publicidade torna-se muito mais eficaz num meio em que se pode actuar”. Dados citados durante o evento evidenciam que 53% das pessoas que usam telemóvel ou smartphone acedem à Internet para comparar preços, 44% para obter cupões promocionais, 28 % para obter informação sobre comida, e 22% para consultar opiniões sobre produtos.
Um dos desafios mais actuais, segundo o executivo da OPA, é saber como produzir conteúdos protegidos dos agregadores. Uma das tendências emergentes são os projectos verticais de produção de conteúdos sobre uma área específica.
Outro desafio passa por saber como tirar proveitos da apetência por conteúdos vídeo na Internet. Constituem perto de 50% dos conteúdos acedidos na Internet, em consonância com a penetração de serviços de banda larga.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Empresas não devem seguir tendências da moda nas TIC

As empresas que têm mais pressa em adoptar as últimas novidades tecnológicas podem obter várias vantagens com essa atitude, mas o ganho financeiro não é uma delas, de acordo com um estudo publicado na edição do mês de Março do jornal MIS Quarterly.
Ping Wang, professor assistente da Universidade de Mariland, nos Estados Unidos, estudou os dados relativos a cerca de 109 companhias da lista Fortune 500, ao longo da última década, e concluiu que as organizações conhecidas por adoptarem precocemente novas tecnologias “não obtiveram melhores performances, embora a sua reputação por apostarem em tecnologias da moda tenha saído favorecida”.
O professor universitário define tecnologias da moda como “uma convicção colectiva e transitória de que uma tecnologia é nova, eficiente e melhor”, dando os exemplos das aplicações de software de data warehouse, ERP, CRM e sistemas de gestão do conhecimento como as tecnologias mais populares nos anos 90.
A análise realizada mostra que a reputação das empresas e os níveis salariais dos seus CEOs disparam nas companhias conhecidas por implementarem tecnologias populares. Contudo, as empresas que adoptam TI de moda passageira acabam por sofrer declínios financeiros no ano seguinte ao investimento realizado. “A generalidade das empresas precisou de uma média de três anos para absorver o impacto negativo das implementações realizadas, recuperar das perturbações inerentes a essas implementações e melhorar a performance”, sustenta Ping Wang.

Fonte: Computerworld

Novos CIOs devem ser mais criativos

“Os departamentos de TI necessitam de se reinventar como um recurso criativo que desempenha um papel essencial no negócio”, defendeu Derek Gannon, COO do Guardian Media Group, numa intervenção no evento CIO Summit, que decorreu em Londres (Inglaterra).
Gannon crê ser imprescindível superar as ideias tradicionais sobre o futuro papel dos CIO como executivos focados unicamente na melhoria dos processos de negócio já existentes, dada a influência dos consumidores sobre o crescimento dos lucros.
“Cada parte do negócio necessitará de tecnologia”, afirma, pelo que “é recomendável que os CIO deixem de pensar na tecnologia como se fosse o seu trabalho diário. Pelo contrário, deve pensar-se nela como função. O departamento de TI tem de ser criativo, criar ideias, produtos e serviços para os seus consumidores”. Na opinião de Gannon, “nunca mais será viável deixar que apenas o departamento de marketing pense nos consumidores”.
Gannon recomenda ainda aos CIO deixarem de pensar nas TIs como uma função de corte nos custos da operação do negócio. Em vez disso, o seu principal objectivo é encontrar formas em que as TIs possam contribuir para o crescimento dos lucros das organizações. “O corte de custos deve deixar-se como uma competência do responsável financeiro. Os CIO pertencem ao âmbito do crescimento”, não da redução.
Uma das estratégias que Gannon recomenda aos CIO para melhorar o seu foco é que se “convertam” em analistas de dados para compreender o que é informação – ou seja, “que dados dos consumidores são importantes para o negócio das suas empresas. Depois podem usar esse conhecimento para elaborar estratégias de crescimento”.