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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Novos CIOs devem ser mais criativos

“Os departamentos de TI necessitam de se reinventar como um recurso criativo que desempenha um papel essencial no negócio”, defendeu Derek Gannon, COO do Guardian Media Group, numa intervenção no evento CIO Summit, que decorreu em Londres (Inglaterra).
Gannon crê ser imprescindível superar as ideias tradicionais sobre o futuro papel dos CIO como executivos focados unicamente na melhoria dos processos de negócio já existentes, dada a influência dos consumidores sobre o crescimento dos lucros.
“Cada parte do negócio necessitará de tecnologia”, afirma, pelo que “é recomendável que os CIO deixem de pensar na tecnologia como se fosse o seu trabalho diário. Pelo contrário, deve pensar-se nela como função. O departamento de TI tem de ser criativo, criar ideias, produtos e serviços para os seus consumidores”. Na opinião de Gannon, “nunca mais será viável deixar que apenas o departamento de marketing pense nos consumidores”.
Gannon recomenda ainda aos CIO deixarem de pensar nas TIs como uma função de corte nos custos da operação do negócio. Em vez disso, o seu principal objectivo é encontrar formas em que as TIs possam contribuir para o crescimento dos lucros das organizações. “O corte de custos deve deixar-se como uma competência do responsável financeiro. Os CIO pertencem ao âmbito do crescimento”, não da redução.
Uma das estratégias que Gannon recomenda aos CIO para melhorar o seu foco é que se “convertam” em analistas de dados para compreender o que é informação – ou seja, “que dados dos consumidores são importantes para o negócio das suas empresas. Depois podem usar esse conhecimento para elaborar estratégias de crescimento”.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Cinco especialidades técnicas necessárias para trabalhar em TI no futuro

Em 2020, o conhecimento técnico deixará de ser a pedra fundamental dos departamentos de tecnologias de informação (TI). Funcionários em todas os departamentos das empresas terão um relativo domínio sobre o uso dos recursos tecnológicos para desempenhar essas funções.
Ainda assim, futuristas e peritos da informática prevêem uma procura expressiva por profissionais com capacidade de interpretar enormes volumes de dados. Os que dominarem técnicas de segurança, saber gerir questões críticas em sistemas recentes e transmitirem com clareza como a TI pode dinamizar o negócio, serão privilegiados. 
  • Análise de dados - Em 2020, o volume de dados gerados anualmente estará na casa dos 35 zettabytes – ou 35 milhões de petabytes -, segundo o departamento de pesquisa da IDC. Para ter uma ideia, será o suficiente para construir uma torre de DVDs que chega até à Lua e volta, afirma John Gantz, principal executivo de pesquisa da IDC. A procura por profissionais capacitados para a depuração de um volume monstruoso de dados será igual à estabelecida por gente habilitada para cooperar com unidades de negócios na definição da natureza desses dados. Este profissional, híbrido de técnico com visão para os negócios, terá excelentes conhecimentos de TI e sobre os processos e as operações do negócio. “São pessoas que saberão identificar que informação as pessoas necessitam” e como transformar essa informação em lucro, afirma David Foote, presidente e CEO da Foote Partners LLC. “Haverá muito mais pessoas a entender toda a ‘cadeia produtiva’ de dados, da informação ao dinheiro”, diz. 
  •  Avaliação de riscos - A gestão de riscos deverá apresentar uma procura estável em toda a década de 2020, especialmente quando as empresas travarem batalhas com a complexidade da TI, diz o futurista David Pearce Spyder. Uma comparação pode ser traçada entre as complexidades que se aproximam nas TI e os grandes esforços da British Petroleum para parar o derrame de petróleo no Golfo do México, ou a luta da Toyota para eliminar a repentina aceleração de alguns dos seus veículos, diz Snyder.“Quando se está numa época de rápida inovação”, como a actual e que se deve manter até 2020, “vai-se deparar com a lei das consequências indesejadas – quando se tenta algo novo num mundo complexo, de certeza que pelo caminho vão surgir consequências inesperadas”. As empresas irão procurar profissionais com capacidades de gestão do risco para prever e reagir a estes desafios. 
  •  Domínio da robótica - Os robôs vão exercer cada vez mais tarefas em 2020, de acordo com Joseph Coates, consultor futurista de Washington (EUA). Os trabalhadores especializados em robótica terão oportunidades de emprego em todos os mercados, afirma. “Pode pensar-se em [robôs] como dispositivos em forma de humanos mas basta ampliar isso para abrigar tudo que é automatizado”, diz Coates. Os trabalhos robóticos vão envolver investigação, manutenção e reparação. Os especialistas irão explorar usos para a tecnologia em mercados verticais. Por exemplo, determinados profissionais em robótica podem especializar-se nos cuidados de saúde, desenvolver equipamentos para uso em centros de reabilitação, enquanto outros poderão criar dispositivos para deficientes ou soluções voltadas para a educação infantil. 
  •  Segurança da informação - Já que passamos cada vez mais tempo online, a verificação de identidades e a protecção da privacidade deverão ser grandes desafios em 2020, porque as interacçõees cara-a-cara serão menores, mais informação pessoal estará online e novas tecnologias vão facilitar o roubo de identidade, segundo um estudo da PriceWaterhouse Coopers. Os teletrabalhadores vão representar uma larga porção da força de trabalho, deixando as organizações mais vulneráveis a riscos de segurança.“Vivemos numa época de risco” porque muitos funcionários têm bons conhecimentos de tecnologia mas, no entanto, eles não entendem a primeira coisa sobre segurança de dados, explica Foote. “Isso mudará em 2020″, quando as empresas fortalecerem a protecção sobre a segurança de dados – incluindo o centro de dados, a ligação à Internet e o acesso remoto, prevê. 
  •  Administração de redes - A administração dos sistemas de redes e da transmissão de dados permanecerá no topo das prioridades em 2020 mas enquanto as empresas fogem de a aumentar nas despesas, vão virar-se para as consultoras para lhes dizerem  como serem mais produtivas e eficientes, diz Snyder, baseado nas previsões do departamento de estatísticas de emprego dos EUA. “Já se despediu o que havia a despedir, portanto agora só se pode aumentar a produtividade”, diz. “Alguém terá de me explicar como usar melhor a tecnologia de que disponho”
Fonte: Computerworld

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O que a BP pode nos ensinar sobre TI

Tendo trabalhado com um cliente que presta serviços na área de pesquisa e produção em campos de petróleo, precisamente no fornecimento de brocas, ferramentas de perfuração, lama e know-how para empresas como a BP, foi um continuo espantado a forma como o processo é tecnicamente complexo. A maioria de nós não tem o minimo de conhecimentos de que a gasolina que abstecemos o nosso carro num posto de combustível, assim como o trabalhador médio não pensa nada acerca da complexidade necessária para fornecer tudo, desde o e-mail para ERP no seu computador. Em muitos casos, as pessoas não suspeitam de que a indústria do petróleo está acima de todos os tipos de actos nefastos, como muitos suspeitam que as TI corporativas existem apenas para espioná-los, restringir o acesso e, geralmente, dificultar as suas vidas.

O paralelo mais dramático é que o derrame de petróleo do Golfo do Mexico é na sua essência um problema técnico, exigindo uma solução técnica. Embora a segurança e as  falhas no processo de gestão levaram ao desastre, nenhuma política de gestão das expectativas, PR, or “ass kicking” pode mudar o facto de que um furo de um quilômetro abaixo da superfície do oceano até muito recentemente estava derramando óleo de forma inabalável e os técnicos da BP e seus fornecedores eram os únicos que poderiam algo sobre isso. Assim, seguem abaixo as lições que a TI pode aprender com este incidente?

  • Aceitar culpabilidade e continuar com o jogo de culpa ("Accept culpability now, play the “Blame Game” later") - Imediatamente após o derrame, CEO da BP, Tony Hayward aceitou a total responsabilidade pelo acidente e prometeu pagar pelos danos. Imediatamente depois, a classe política nos Estados Unidos começaram a apontar o dedo e fazer acusações, as duas partes com as melhores capacidades para resolver o problema, assim o governo E.U.A. e a BP, foram colocados em um relacionamento de adversário quando precisavam mais um do outro. Quando se tem um desastre, deve-se reconhecê-lo, assumir a responsabilidade como CIO, e  preocupar-se com o culpado depois da confusão estar resolvida. 

  • Às vezes o "plano B" não é tão bom o suficiente ("Sometimes “Plan B” isn’t good enough") - A solução para o longo prazo do derramamento de petróleo do Golfo do Mexico foi um alívio, mas o processo que foi iniciado imediatamente, levaria alguns meses para dar os seus frutos. A BP ofereceu planos alternativos diferentes, mas quando o primeiro plano suplente falhou, eles pareceram ser apanhados de surpresa e despreparados. Num desastre desta magnitude, o "plano B" não é suficiente. Durante varias semanas milhares de barris de óleo foram derramados, poderiam ter sido salvos se a BP coloca-se em simultâneo em execução os planos de backup adicionais, ao invés de tentar um, falhar, e em seguida, tomando o tempo para planejar e executar um outro plano alternativo.
  • Fornecer informações actualizadas regulares através de um porta-voz competente ("Provide regular updates through a competent spokesperson") - A BP forneceu relatórios do ponto de situação(“status reporting”), indo tão longe ao ponto de incluir videos ao em directo "live streaming" apartir de robôs subaquáticos no seu site, mas faltava alguém que pudesse explicar os desafios técnicos e o plano que estava a ser implementado no local, em termos leigos. Como é sabido, a exploração de petróleo tem uma linguagem própria e complexidade técnica ("mind-bending technical complexity"). Como as pessoas tem perguntado, se a BP não poderia simplesmente "tapar o furo", que fez um mau trabalho de manter o público informado das dificuldades e do plano de remediar, numa linguagem que todos possam compreender facilmente.
  • A importância das aparências ("Appearances matter") - O CEO da BP e o presidente Barak Obama tomaram decisões legítimas para as suas imagens. Embora a presença destes dois homens, obviamente, não iria contribuir para a solução técnica para o problema, como um líder que se espera estar em cena durante todo o desastre, não fugindo a uma corrida de iates ou num campo de golfe.
Certamente haverá anos de precipitação a partir desta catástrofe, e é digno de ser estudado como um líder empresarial, se você está dentro ou fora da parte técnica de sua organização. Para o líder de TI, o derrame fornece o exemplo perfeito do que um "outsider" como você vê a tentativa de corrigir um problema técnico. Assim como você provavelmente não entender as nuances da perfuração direcional ou prevenção de "blowout", ter o cuidado com os seus componentes como firewalls ou a falha nos sistemas.

Patrick Gray é o fundador e presidente do Prevoyance Group , e autor de  Breakthrough IT: Supercharging Organizational Value through TechnologyPrevoyance Group fornece serviços de consultoria estratégica de TI para Fortune 500 e milhares de empresas.  Patrick pode ser contactado atraves do endereço patrick.gray@prevoyancegroup.com

Fonte: Techrepublic