quarta-feira, 21 de julho de 2010

Obama investirá mais de 75 mil milhões de dólares em TI

Entre as apostas de Obama no campo das TIC está a redução do número de CPD e o incentivo ao "cloud computing" e à virtualização.
O projecto de Obama critica duramente os departamentos de TI federais, que acusa de falta de produtividade e rendimento, contrastando com a implementação de tecnologia no sector privado, cujas melhores práticas reclama para a Administração dos Estados Unidos. Um dos seus objectivos é, ainda, que as TI permitam um fácil acesso electrónico aos dados governamentais. Neste sentido, pretende dotar o governo federal de ferramentas baseadas em redes sociais que aumentem a colaboração interdepartamental.
Estas metas, de acordo com a proposta de orçamento de Obama, deverão ser atingidas sem aumento real dos investimentos em TI. As pretensões da Casa Branca para 2011 nesta matéria consistem em aumentar a despesa federal em tecnologias da informação em apenas 1,2 por cento, pouco mais do que as previsões de inflação do país para este ano. No total, serão destinados às TIC cerca de 79,4 mil milhões de dólares.
Um dos objectivos de Barak Obama é reduzir o número de centros de dados do governo, que agora ascendem aos 1100, enquanto em 1998 se limitavam aos 432. Para tal, pretende potenciar o uso de "cloud computing" e de tecnologias de virtualização.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Executivos de topo são os melhores alvos para os cibercriminosos

Os responsáveis de segurança das empresas preocupam-se muitas vezes com a utilização que os empregados fazem do Facebook durante as horas de expediente e com a possibilidade de virem a ser vítimas de esquemas e burlas na Internet. Muitos ainda acreditam naquilo que  lêem e arriscam-se a cair nas malhas do cibercrime, tornando-se vítimas de esquemas de phishing e outras técnicas maliciosas, pelo que a criação de programas de esclarecimento e consciencialização se tornou muito importante para as empresas. Mas estas preocupações dos responsáveis de segurança, na óptica de Jayson Street, consultor e CIO da Stratagem 1 Solutions, não deveriam ser as principais. E isto porque, na sua opinião, quem mais arrisca nas redes sociais não são os empregados, mas sim os executivos de topo das empresas, sendo estes os que mais precisam de ser educados quanto aos perigos dessa utilização.
Jayson Street, que realiza testes de penetração e dá conselhos acerca daquilo a que chama de “corrigir a falha humana”, sustenta que o acesso a dados sensíveis e a informações confidenciais faz com que os executivos das empresas sejam os alvos mais apetecíveis dos criminosos, colocando assim as suas organizações em sério risco. Estas vulnerabilidades não irão desaparecer até que todos na empresa percebam a importância da segurança, defende.
Os executivos precisam de entender os riscos a que se submetem e o que devem fazer para evitá-los”, diz Jayson Street, que enumera as quatro principais razões pelas quais os responsáveis de topo são os alvos mais apetecíveis de um ataque através de redes sociais:  
  1. Pensam que não têm que seguir as mesmas regras de segurança de todos os outros 
  2. Pensam que estão protegidos contra tudo 
  3. Utilizam a mais recente tecnologia 
  4. Têm famílias que nem sonham serem alvos
 Jayson Street defende que a consciencialização acerca da engenharia social tem que ser alargada aos membros das famílias destes executivos, muito mais expostos a ataques. “Quando estão milhões em jogo, os ciber-criminosos não se limitam a ir directamente para o seu alvo principal, mas exploram outras formas, muitas vezes mais fáceis, de lá chegar”, sublinha. 

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A governança e a transparência das informações

A gestão baseada essencialmente no resultado não gera conhecimento do negócio e não facilita o aprendizado. E pode lidar com informações distorcidas.

Vemos com freqüência (pode ser diferente no universo de atuação de cada um) informações publicadas que não expressam significados reais. Por exemplo, uma taxa de apenas 3% de crescimento da organização pode ser descrita como um novo recorde se as vendas do ano anterior foram menores ainda.

Ocorre que os acionistas não se deixam enganar e os diversos níveis de empregados da empresa também passam a não confiar nas informações, especialmente quando se conhece os significados reais dos números.

A Lei Sarbanes-Oxley de 2002 reescreveu, literalmente, as regras para a governança corporativa, relativas à divulgação de relatórios financeiros. Contudo, sob a infinidade de páginas da SOX, repletas de ?legalismos?, existem lacunas que possibilitam várias formas de comunicar as informações de desempenho organizacionais, levando a interpretações convenientes. A SOX também não abrange na totalidade a regulamentação de todas as formas de divulgações de informações de desempenho nas corporações.

Podemos observar que esse fenômeno ocorre em alguns países através da divulgação de dados estatísticos governamentais, que são transformados em informações clichê e comunicados em massa à população, evidenciando sempre o suposto bom desempenho dos protagonistas.

Quando a sociedade enxerga além disso, alertada por aqueles que conhecem o real significado destas informações, deixa de dar crédito a elas e às que vêm depois, por mais verdadeiras que sejam. Qual a conseqüência resultante?

Estes sentimentos acabam por gerar reações individuais, sociais e institucionais.

Se, por analogia, compararmos esse fenômeno ao que ocorre no universo corporativo podemos constatar algumas semelhanças interessantes. Em linhas gerais: diretorias, gerências, segmentos ou departamentos, definem um conjunto de indicadores mais significativos para medir o desempenho, baseados em uma visão estratégica.

A partir daí ocorre periodicamente à mensuração de desempenho e a divulgação de resultados. Torna-se premente a necessidade de se atingir, de forma rápida, ?os resultados?, ou seja, evidenciar sempre o bom desempenho, já que, afinal, todos serão avaliados individualmente, socialmente e institucionalmente por isso.

Com isso, temos que o processo e gestão baseados em informações focadas simplesmente no resultado não gera conhecimento do negócio e não cumpre suas principais finalidades: aprendizado e evolução institucional. Até que ponto essa situação pode se sustentar? Quais as conseqüências resultantes dessa situação? Obviamente que isso também causa uma série de reações: individuais, sociais e institucionais.

Carl Von Clausewitz, um grande estrategista militar do século XIX, salientou a importância de um modelo para organizar o raciocínio sobre estratégias: "…a primeira tarefa de qualquer teoria é esclarecer termos e conceitos… Apenas depois de se chegar a um acordo quanto aos termos e conceitos temos condição de racionalizar sobre as questões com facilidade e clareza e compartilhar os mesmos pontos de vista…"

Concluímos que mais importante que competir é ter uma vitória definitiva, e para isso não existe uma ?receita de bolo?, o que existe é uma visão estratégica que deve ser compartilhada e seguida.

Fonte: Extrato do artigo de Jorge Castro