quarta-feira, 25 de março de 2009

PDF Menos Seguros

Continua por resolver um erro de segurança nas aplicações que editam e visualizam documentos PDF detectado em meados de Janeiro e que, de acordo com especialistas, é muito mais perigoso do que inicialmente se supunha. A Adobe Systems conhece a vulnerabilidade localizada nas aplicações Reader e Acrobat desde meados de Janeiro, mas só deverá disponibilizar uma correcção para o problema durante o corrente mês.
O erro de segurança chegou ao conhecimento dos meios de comunicação há duas semanas, quando a Adobe confirmou o problema e classificou-o de crítico. Embora a companhia tenha recomendado aos utilizadores a desactivação das funções de JavaScript no Reader e no Acrobat para se protegerem contra potenciais ataques, alguns analistas do mercado garantem que esta medida já não é eficaz.
Na semana passada, a empresa de segurança dinamarquesa Secunia assegurava que era possível explorar este erro de segurança recorrendo a uma técnica que não está relacionada com JavaScript. “Durante a nossa análise ao problema, fizemos um teste em que tirámos partido da falha de segurança com êxito sem utilizar JavaScript, pelo que os utilizadores podem ver assim comprometida a sua segurança”, explica Carsten Eiram, responsável da companhia.
Uma experiência partilhada por outros peritos de segurança que já vieram a público fazer afirmações semelhantes. David Aitel, fundador e CTO da Immunity, disse, por exemplo, que "este problema é mais sério do que se julga. No dia seguinte, o investigador em segurança Didier Stevens, da Bélgica, veio afirmar que também ele conseguiu explorar a vulnerabilidade, activando o bug sem recurso ao JavaScript, tendo depois publicado as conclusões do seu teste num blogue. Esta exploração em concreto funciona em pano de fundo, não sendo sequer necessário que um utilizador abra um ficheiro PDF com problemas.
"Em determinadas circunstâncias, uma Shell Extension do Windows Explorer lê um documento PDF e fornece informações extra, executando assim o código com o problema de segurança e accionando a vulnerabilidade", diz Didier Stevens no seu blogue.
E a Adobe já tem conhecimento que o seu conselho de desactivar as funções JavaScript pode não servir para nada. Numa entrevista recente, Brad Arkin, director da Adobe para a segurança dos produtos, admitiu que apenas uma correcção emitida pela companhia poderia verdadeiramente proteger os utilizadores. "Desactivar o JavaScript não resolve totalmente o problema, mas protege os utilizadores contra um tipo de ataque. Pelo que sabemos até ao momento, não há qualquer configuração de produto que possa ser feita para eliminar esta falha", admitiu o responsável.

terça-feira, 24 de março de 2009

O Top 500 Piores Senhas de Todos os Tempos

A partir do momento em que as pessoas começaram a utilizar senhas, não demorou muito para perceber quantas pessoas escolhem as mesmas senhas. Mesmo a forma das pessoas escrever e cometer os erros de ortografia para as palavras correntes. Na verdade, as pessoas são tão previsíveis que a maioria dos hackers fazem uso de listas de senhas comuns. Para dar-lhes uma ideia sobre como os seres humanos são previsíveis, o que se segue é uma lista das 500 senhas mais comuns. Se você ver a sua senha nesta lista, queira mudá-la imediatamente. Tenha em mente que cada senha listada aqui tem sido utilizada pelo menos, por centenas de milhares de outras pessoas.
Existem algumas senhas interessante sobre esta lista que mostram como as pessoas tentam ser inteligentes, mas mesmo a inteligência humana é previsível. Por exemplo, olha para estas senhas que achei interessante:

ncc1701 - O número do navio "Starship Enterprise"
thx1138 - O nome de George Lucas no seu primeiro filme, feito em 1971
qazwsx - Segue um padrão simples quando digitada em um teclado típico
666666 - Seis algarismos 6
7777777 - Sete algarismos 7
ou812 - O título do álbum Van Halen de 1988
8675309 - O número é referido na música de Tommy Tutone em 1982

"... Uma em cada nove pessoas usa, pelo menos, uma senha na lista indicada no Quadro 9.1! E uma em cada 50 pessoas usa uma das 20 piores senhas .. "
Apresento as 500 piores senhas de todos os tempos, não considerando maiúsculas e minúsculas. Desculpa pelas palavras violentas que existentes; não fui eu as que escolhi.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Reguladores Africanos Pressionados a Exigir Melhor Qualidade

Os reguladores do mercado das telecomunicações de África deviam impedir os operadores de telemóveis de aumentar as suas bases de assinantes enquanto as redes sobre as quais operam não forem melhoradas para conseguirem suportar ainda mais clientes, defendeu esta semana a Africa Telecommunications Union (ATU).
Muitos países africanos têm operadores que vão aumentando as suas bases de assinantes sem se preocupar em previamente actualizar e melhorar as suas redes, o que acaba por resultar numa elevada percentagem de quebras de ligação e numa fraca qualidade de serviço, afirma Akossi Akossi, secretário-geral da Africa Telecommunications Union.
"Se os reguladores do mercado forçassem os operadores a assinar acordos que prevêem níveis de serviço adequados, a situação que se vive hoje em África seria muito diferente. Assim os operadores continuam apenas a preocupar-se em angariar cada vez mais clientes, sem investir no melhoramento das suas redes", diz o mesmo responsável.
Akossi deu o exemplo da Comissão de Comunicações do Quénia (CCK), que publicou recentemente uma directiva que ameaça retirar as licenças aos quatro operadores móveis do país se estes não melhorarem a qualidade das chamadas realizadas sobre as suas redes para uma taxa de sucesso de 90 por cento, tendo ainda que reduzir em dois por cento o volume de chamadas perdidas e diminuir para 10 por cento a taxa de chamadas bloqueadas.
A directiva dá à Zain, Safaricom, Orange e Econet Wireless até três anos para melhorarem os seus serviços, caso contrário perdem as licenças para operar no Quénia. Na notificação que apresentou aos operadores e que foi publicada pelo jornal Kenya Gazette, a CCK afirma que pretende acabar com os operadores errantes que oferecem serviços de baixa qualidade, em que o congestionamento das redes, as taxas reduzidas de chamadas bem sucedidas e a fraca qualidade da voz são uma constante, mesmo em áreas urbana.
"Outros países deveriam seguir o exemplo da Nigéria e do Gana, que impedem os operadores de continuar a vender cartões SIM a menos que demonstrem que as suas redes conseguem suportar clientes adicionais. Esta é a única forma de garantir a qualidade do serviço prestado", diz o secretário-geral da Africa Telecommunications Union.
James Rege, presidente da Comissão Parlamentar de Energia e Comunicações do Quénia, é peremptório a afirmar que "a CCK é demasiado lenta. Esta directiva devia ter sido implementada há já muito tempo atrás".
Na sua opinião, "os operadores não devem ser autorizados a comprometer a qualidade das redes em benefício dos seus próprios lucros. Poder fazer chamadas baratas não deve significar o acesso a um serviço de fraca qualidade", sustenta.
No ano passado, o governo do Ruanda multou o operador continental MTN pela fraca qualidade de serviço que oferecia. No Uganda, a MTN foi também forçada a reembolsar os clientes por disponibilizar serviços sem qualidade.
Para responder a estes desafios e aumentar a sua base de assinantes, a MTN comprometeu-se a investir 800 milhões de dólares no melhoramento e expansão das suas redes no Sul e Leste de África, conta Yvonne Manzi Makolo, responsável pelo marketing e vendas do operador.
No Ruanda, onde o regulador é mais severo, a MTN Rwanda teve que investir 70 milhões de dólares na sua rede e criar 311 novas estações base. A MTN Uganda já investiu nos últimos três anos 300 milhões de dólares na qualidade das suas redes e no aumento da respectiva capacidade.
"Apesar destes investimentos, continuámos a ter problemas como a inactividade causada por falhas de energia e roubos ou danos na nossa rede de fibra, que ocorrem sobretudo durante a construção. Por isso, a companhia tem investido em soluções de backup para proteger a rede de fibra e redireccionar as chamadas em caso de falha na rede", afirma Yvonne Manzi Makolo.
Segundo esta responsável, para garantir que não volta a ter problemas com os consumidores e com o regulador, a MTN pretende continuar a investir no melhoramento dos serviços de voz e na diminuição das interferências nas suas redes.
No entanto, o secretário-geral da Africa Telecommunications Union acredita que "dado o ritmo de crescimento dos telemóveis em África, os operadores estão a investir muito nas suas redes, mas esse investimento é ainda reduzido comparativamente com o do número de assinantes”.